Preparar o caminho
Eis como o Franscisco Gomes, do 10º ano sentiu o encontro com o D. Manuel:
"Ouvi o D. Manuel com atenção. Prendeu-me principalmente uma pequena frase que este proferiu, "o Caminho é muito bom, mas é preciso que ele entre em nós".
É verdade, o Caminho é mesmo espantoso. As pessoas com quem o fazemos, o que sentimos. A partilha, o modo como tentamos ser o mais abertos possíveis e dar a cada um um bocadinho de tempo para caminhar a nosso lado.
Mas, para o Caminho se interiorizar, e entendermos o seu verdadeiro significado, temos de caminhar da mesma forma na maior peregrinação de todas: a nossa vida. Por esta razão é que o Caminho não termina na praça do Obradoiro, ele apenas acabou de começar..."
Fim de tarde com Cristo V
Sentámo-nos em volta de velas acesas e incólumes às correntes frias que passavam. Encontramos conforto no silêncio compartilhado - a compreensão sem palavras - e deixamos que cada sílaba ecoada ganhasse, em nós, significado.
A graça de Deus encheu o espaço e o olhar de todos os que ali se encontravam, o que nos ajudou a reconhecermos nos nossos gestos as acções dos primeiros cristãos.
Agradecemos a dádiva do silêncio que, nos dias que correm, se torna precioso. Por estes dias, gastam-se palavras a mais, quando, muitas vezes, o essencial reside na mudez."
Fim de tarde com Cristo IV
Fim de tarde com Cristo
No entanto, desta vez pareceu-nos muito precipitado fazê-lo num dia em que o regresso das férias ainda estava tão presente. Por isso, decidimos rezar com os nossos companheiros que vão percorrer o Caminho de Santiago em Fevereiro, e que se vão encontrar no próximo sábado, dia 17, no Colégio Luso-Francês.
Assim, rezamos vésperas às 16 horas, logo após o fim do encontro. Mesmo quem não está no encontro é benvido a juntar-se a nós para mais uma vez rezarmos juntos.
rezar a epifania
gloria in excelsis deo
que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado,
resplandeça em nossas obras
o que pela fé brilha em nossos corações.

Dos Sermões de São Leão Magno, papa
Hoje, caríssimos irmãos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida, uma vida que destrói o temor da morte e nos infunde a alegria da eternidade prometida.
Ninguém é excluido desta felicidade, porque é comum a todos os homens a causa desta alegria: Nosso Senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio para nos libertar a todos. Alegre-se o santo, porque se aproxima a vitória. Alegre-se o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; anime-se o gentio, porque é chamado para a vida.
Ao chegar a plenitude dos tempos, segundo os insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do género humano para a reconciliar com o seu Criador, de maneira que o demónio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que ele tinha vencido.
Por isso, quando nasce o Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a Deus nas alturas; e anunciam: Paz na terra aos homens por Ele amados. Eles vêem, com efeito, como se levanta a Jerusalém celeste, formada pelos povos de toda a terra. Perante esta obra inefável da misericórdia divina, como não há-de alegrar-se o mundo dos homens se ele provoca tão graned júblio nos coros sublimes dos Anjos?
Caríssimos irmãos: dêmos graças a Deus Pai, por meio de Seu Filho, no Espírito Santo, porque na sua infinita misericórdia nos amou e teve piedade de nós: estando nós mortos pelo pecado, fez-nos viver com Cristo, para que fôssemos n'Ele uma nova criatura, uma nova obra das suas mãos.
Deponhamos, portanto, o homem velho com as suas más acções e, já que fomos admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.
Reconhece, ò cristão, a tua dignidade. Uma vez constituido participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias, com um comportamento indigno da tua geração. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Não esqueças que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz do reino de Deus.
[texto retirado do Ofício de Leitura do Natal do Senhor: Sermo 1 in nativitatis domini, 1-3: PL 54, 190-193 (Século V)]
fim de tarde com Cristo III
Reencontramo-nos no Domingo, o 3º do Advento, fora dos muros do Colégio, em mais um fim de tarde com Cristo.
Ao contrário do que estava anunciado, desta vez vai ser na Capela de Fradelos (Rua Guedes Azevedo, junto ao Silo-Auto) e vamos esforçar-nos por começar às 17 em ponto.
Oração
Ontem celebrámos a vigília da Imaculada Conceição, na Capela do CLF, num ambiente informal e despretensioso. Apareceram alunos e ex-alunos, alguns professores, a Irmã Aurora e a Irmã Conceição. Foi um momento muito bonito de reencontro, mesa-comum e Cristo connosco.
dias grandes

Estes dias têm sido grandes.
Dias de silêncio, dias de reflexão, e dias de trabalho, de muito trabalho. Mesmo sendo trabalho tantas vezes invisível.
Está finalmente definida a lista do fundo. Este ano, e sempre de forma invisível, os alunos do secundário estão a partilhar 400 eur por mês com um colega. É a propina completa, mas é acima de tudo perceber que estamos rodeados de corações livres, com a capacidade belíssima de dar de si sem interessar a quem.
Está preparada a semana de oração mariana, a celebrar o Dia da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro, nas aulas de EMRC.
Está também preparada a Vigília da Imaculada, dia 5, sexta-feira, às 21:30h na Capela do Colégio. O ano passado, embora simples, foi uma celebração muito bonita. Venham e tragam um amigo.
Foi finalmente disponibilizado na Mailing List o link para fazer download de quatro músicas que a Inês Viterbo generosamente gravou para nós.
Estes dias têm sido grandes.
Grandes em silêncio, grandes em reflexão, grandes em trabalho, mas grandes em generosidade, alegria e fidelidade, àquele que nos põe a Caminho, e com quem caminhamos: Cristo.
Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Com o óleo da alegria
consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo
o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor,
para que, oferecendo-Se no altar da cruz,
como vítima de reconciliação,
consumasse o mistério da redenção humana
e, submetendo ao seu poder todas as criaturas,
oferecesse à vossa infinita majestade
um reino eterno e universal:
reino de verdade e de vida,
reino de santidade e de graça,
reino de justiça, de amor e de paz.
Do Prefácio da Eucaristia de hoje.
[O fragmento de vitral provém de uma abadia no Reno, na fronteira entre a França e a Alemanha, e acredita-se ser uma das primeiras representações de Cristo em vitral, datada de cerca de 1070.]
9.novembro @ igreja de s. josé das taipas
Rezamos debaixo da mesma cruz, e tocamos Sião num esticar de braço.
Amanhecia em cada rosto a imagem de Cristo, para que todos a pudessem ver...
Abrimos o coração à palavra de Deus, partilhamos o mesmo espaço no céu a cantar maravilhas.
Em dias como o de domingo,
abraçamos a igreja que nos acolheu para rezar com um canto nos lábios, uma estrela na fronte. Como quem abraça a vida."
...
a seu lado viverei na plenitude da alegria.
Salmo 15, 11 , antífona da comunhão da eucaristia de hoje.
«Alegrai-vos e exultai,porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se.
Rodearam-n’O os discípulos
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os humildes,
porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa,
vos insultarem, vos perseguirem
e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai,
porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
Esta é a Palavra da Salvação de hoje, dia de Todos os Santos.
desafio 1
Não faças a ninguém o que não queres que te façam a ti.
Reparte o teu pão com os famintos e os indigentes;
Busca sempre o conselho de uma pessoa prudente.
Bendiz o Senhor em cada momento
nada te turbe
Amor a Deus e ao próximo
Muitas vezes penso, meu Senhor, que se com alguma coisa se pode sustentar isto de viver sem Vós, é com a solidão, porque descansa a alma no seu descanso, embora muitas vezes se dobre o tormento por não gozar dele com inteira liberdade; mas o tormento volve-se em deleite, como o que dá ter de tratar com as criaturas e deixar de estar a sós com o Seu Criador. Que é isto, meu Deus, de vir o descanso a cansar a alma que só pretender contentar-Vos?
Ó Amor poderoso de Deus, quão diferentes são os teus efeitos dos do amor do mundo! Este não quer companhia por lhe parecer que lhe vão tirar o que possui; o do meu Deus, quantos mais são aqueles que O amam, mais cresce, e assim se temperam os seus prazeres ao verem que não gozam todos daqueles bens. Oh, bem meu, que fazeis que nas maiores consolações e contentamentos que conVosco se têm, lastime a alma a memória de muito que há que estes contentamentos não querem, e dos que para sempre os hão-de perder; e assim busca a alma meios de achar companhia, e de bom grado deixa o seu prazer quando pensa que alguma parte do que deixa será para que outros o procurem gozar.
Mas, meu Pai do Céu, não valeria mais deixar estes desejos para quando a alma estivesse com menos consolações Vossas, e que agora toda se empenhasse em de Vós fruir? Ó meu Jesus, quão grande é o amor que tendes aos filhos dos homens, para que o maior serviço que se Vos possa prestar seja deixar-Vos a Vós por amor deles e por ganho deles, e para que só então sejais possuído mais inteiramente, porque embora a vontade se não satisfaça tanto, deleita-se a alma por Vos contentar, e vê que neste estado mortal os prazeres da terra são incertos, ainda que pareçam ser dons Vossos, se não forem acompanhados do Amor do próximo. Quem o não amar, não Vos ama, meu Senhor, pois que com tanto sangue vemos provado tão grande Amor que tendes aos filhos de Adão.
Escrito por Santa Teresa de Jesus [Santa Teresa d'Ávila],
retirado do site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Boomp3.com
14 de outubro @ stella maris

Em dias cinzentos como o de Domingo batemos sempre às portas do céu, as portas escancaradas, as únicas que sabemos verdadeiramente nossas. Em dias cinzentos como o de Domingo recordamos o primeiro abraço com Deus, o seu rosto que nos ecoa por dentro. Em dias cinzentos como o de Domingo partilhamos a alma, abandonamos os medos, esvaziamos os dias. Em dias cinzentos como o de Domingo comungamo-nos. Foi uma tarde com Cristo acolhidos pelo calor daquele primeiro abraço cujo cheiro ainda se sente no ar, talvez nunca desapareça, ou talvez se renove a cada passo. E há cada vez mais passos, e há cada vez mais caminho, e um dia já nem o pó da terra os denunciará, nossas asas esplêndidas estarão abertas tal como as portas do céu. É este o projecto de Cristo, um projecto de crescimento, feito de passos. E é absolutamente arrepiante saber-nos juntos, a cada fim de tarde com Cristo, acolhidos em sua casa, comungando-nos debaixo do seu olhar.
fim de tarde com Cristo
esta foi a mensagem de convite:
- "Meus queridos: talvez tenha chegado a altura de partilhar um pouco mais, de nos envolvermos numa comunhão profunda. Pensamos que podíamos ultrapassar as portas do colégio, e a capela do colégio e os dias do colégio. Pensamos em rezarmos juntos num outro lugar. Largar a mão da rotina, perder o medo da distância das nossas paredes e voar. Por isso sugiro que rezemos juntos domingo às 5 da tarde no parque da cidade. Encontramo-nos no edifício transparente. Passa a palavra por favor. Abraço."

