com Cristo, em Cristo


Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. Porque, na morte que sofreu, Cristo morreu pelo pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Rom 6,8-11

O dia Maior - Surrexit Christus

"O Anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui. Ressucitou, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. E ide depressa dizer aos seus discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis.' Era o que tinha para vos dizer.»"

Aleluia de Haendel

Sábado Santo


"Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos"
In sancto et magno Sábbato: PG 43, 439 - Séc IV

Sexta-feira santa


"A linguagem da cruz é loucura para aqueles que estão no caminho da desgraça, mas poder de Deus para aqueles que seguem o caminho da Graça. Na verdade, assim está escrito: «Hei-de arruinar a sabedoria dos sábios e frustar a inteligência dos inteligentes»"

cf. 1 Cor 1, 18-19

Quinta-feira Santa


"Para santificar o povo com o próprio Sangue, Jesus sofreu a morte fora das portas. Saiamos, portanto, ao seu encontro, fora do acampamento, levando a sua ingomínia. Porque não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura."

Hebr 13, 12-14

Quaresma 2009: a caminho da ressurreição

fim de tarde com cristo

Pela inoportunidade dos dias, e por não sermos farisaicos, agarrados à lei de rezarmos todos os meses que estabelecemos para nós próprios, este mês de março não fazemos fim de tarde com cristo em comunidade amanhã, 22 de março, como estava previsto. Iremos fazê-lo na nossa casa, à distância, mas unidos numa só fé e um só amor: Cristo.

Quaresma 2009: a caminho da ressurreição

Quaresma 2009: a caminho da ressurreição

Quaresma 2009: a caminho da ressurreição


Caminho de Santiago

.


Mais uma vez, partimos para o Caminho de Santiago. Entre 21 e 27 de Fevereiro, um grupo de 117 peregrinos percorreu os antigos trilhos que, há mais de mil anos, conduzem a Compostela quantos aceitam o desafio do Caminho. Foi uma experiência muito intensa, que não se explica; que tem uma dimensão material e logística, mas que é fundamentada, justificada e redimida pelo milagre de uma espiritualidade que nos habita, para que façamos a aprendizagem da morte e da ressurreição. Regressámos ao Porto no dia 28 de Fevereiro, com um canto nos lábios e uma estrela na fronte.

EQUIPA DE EVANGELIZAÇÃO
No Caminho foram anunciados os nomes de cinco alunos do 10º ano, a quem foi pedido que assumissem de um modo particular o desafio do anúncio do Evangelho no Colégio Luso-Francês, em coordenação com os professores de EMRC e estabelecendo, nesse contexto, uma ligação de proximidade e testemunho no seio da comunidade educativa. Foram escolhidos o Francisco, o José Nuno, a Renata, a Sara e a Sofia. Não se trata de uma promoção, mas de um serviço; não desresponsabiliza os outros alunos, antes os interpela e implica; não se trata de uma missão circunscrita e redutora, antes de um projecto inacabado que carece do empenho de quantos reconheçam o tempo em que foram visitados.

Preparar o caminho

Tivemos a benção de ter connosco o D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, a fazer a perspectiva histórica e acima de tudo humana do Caminho de Santiago que muitos dos nossos Companheiros percorrerão dentro de dias.

Eis como o Franscisco Gomes, do 10º ano sentiu o encontro com o D. Manuel:
"Ouvi o D. Manuel com atenção. Prendeu-me principalmente uma pequena frase que este proferiu, "o Caminho é muito bom, mas é preciso que ele entre em nós".
É verdade, o Caminho é mesmo espantoso. As pessoas com quem o fazemos, o que sentimos. A partilha, o modo como tentamos ser o mais abertos possíveis e dar a cada um um bocadinho de tempo para caminhar a nosso lado.
Mas, para o Caminho se interiorizar, e entendermos o seu verdadeiro significado, temos de caminhar da mesma forma na maior peregrinação de todas: a nossa vida. Por esta razão é que o Caminho não termina na praça do Obradoiro, ele apenas acabou de começar..."

Fim de tarde com Cristo V

"Apesar da chuva desorientada, juntámo-nos, mais uma vez, na Igreja de S. José das Taipas para rezarmos Vésperas.
Sentámo-nos em volta de velas acesas e incólumes às correntes frias que passavam. Encontramos conforto no silêncio compartilhado - a compreensão sem palavras - e deixamos que cada sílaba ecoada ganhasse, em nós, significado.
A graça de Deus encheu o espaço e o olhar de todos os que ali se encontravam, o que nos ajudou a reconhecermos nos nossos gestos as acções dos primeiros cristãos.

Agradecemos a dádiva do silêncio que, nos dias que correm, se torna precioso. Por estes dias, gastam-se palavras a mais, quando, muitas vezes, o essencial reside na mudez."

Ana Patrícia Monteiro


A manhã já nasceu.
Assobé, afasta de nós todas as dores,
todos os males,
todas as desgraças.
Assobé, faz com que cheguemos a casa felizes.

(oração dos PIGMEUS, in A oração dos homens, Assírio & Alvim)

Fim de tarde com Cristo IV

Juntamo-nos aos companheiros que vão para o Caminho de Santiago para rezarmos Vésperas. Projectamo-nos para o mundo dentro dos muros do Colégio, numa oração com mais vozes do que alguma vez tinha tido. E sentimo-nos já um pouco a caminho.

Fim de tarde com Cristo

Seguindo o esquema de rezarmos ao 2º Domingo de cada mês, em Janeiro iríamos rezar hoje, dia 10.
No entanto, desta vez pareceu-nos muito precipitado fazê-lo num dia em que o regresso das férias ainda estava tão presente. Por isso, decidimos rezar com os nossos companheiros que vão percorrer o Caminho de Santiago em Fevereiro, e que se vão encontrar no próximo sábado, dia 17, no Colégio Luso-Francês.
Assim, rezamos vésperas às 16 horas, logo após o fim do encontro. Mesmo quem não está no encontro é benvido a juntar-se a nós para mais uma vez rezarmos juntos.

rezar a epifania

Retomamos hoje a nossa oração da manhã. 
Recolocamo-la em perspectiva e relembramos como tudo começou.

O joão silva do 8º A, um dos companheiros de oração mais novo e mais assíduo, escrevia o seguinte sobre o último Fim de tarde com Cristo, no dia 14 de Dezembro:
"Realizou-se outra oração fora do conforto e recolhimento do Colégio. 
Em Fradelos, numa tarde pouco acolhedora devido ao frio, juntámo-nos para rezar Vésperas. Foi bom, mais uma vez, variar o local onde rezamos, abrirmos os nossos horizontes e não nos restringirmos ao que conhecemos. 
Foi um excelente momento em que conseguimos soltar-nos da rotina e ver Cristo nos outros"

Que sejamos capazes de reconhecer Cristo-menino nas manjedouras onde nasce hoje, e, como os magos, tenhamos capacidade de nos desinstalarmos e deixarmos o nosso lar para ir ao seu encontro.

gloria in excelsis deo

Concedei, Deus todo-poderoso,
que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado,
resplandeça em nossas obras
o que pela fé brilha em nossos corações.




Dos Sermões de São Leão Magno, papa

Hoje, caríssimos irmãos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida, uma vida que destrói o temor da morte e nos infunde a alegria da eternidade prometida.
Ninguém é excluido desta felicidade, porque é comum a todos os homens a causa desta alegria: Nosso Senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio para nos libertar a todos. Alegre-se o santo, porque se aproxima a vitória. Alegre-se o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; anime-se o gentio, porque é chamado para a vida.
Ao chegar a plenitude dos tempos, segundo os insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do género humano para a reconciliar com o seu Criador, de maneira que o demónio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que ele tinha vencido.
Por isso, quando nasce o Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a Deus nas alturas; e anunciam: Paz na terra aos homens por Ele amados. Eles vêem, com efeito, como se levanta a Jerusalém celeste, formada pelos povos de toda a terra. Perante esta obra inefável da misericórdia divina, como não há-de alegrar-se o mundo dos homens se ele provoca tão graned júblio nos coros sublimes dos Anjos?
Caríssimos irmãos: dêmos graças a Deus Pai, por meio de Seu Filho, no Espírito Santo, porque na sua infinita misericórdia nos amou e teve piedade de nós: estando nós mortos pelo pecado, fez-nos viver com Cristo, para que fôssemos n'Ele uma nova criatura, uma nova obra das suas mãos.
Deponhamos, portanto, o homem velho com as suas más acções e, já que fomos admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.
Reconhece, ò cristão, a tua dignidade. Uma vez constituido participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias, com um comportamento indigno da tua geração. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Não esqueças que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz do reino de Deus.

[texto retirado do Ofício de Leitura do Natal do Senhor: Sermo 1 in nativitatis domini, 1-3: PL 54, 190-193 (Século V)]

fim de tarde com Cristo III

"Com os dias cada vez mais curtos, desafiamo-nos a deixar a luz de nossa casa e a procurar aproximar-nos da Luz que não tem ocaso, vendo com mais claridade, por um momento, a Luz no rosto dos outros."

Reencontramo-nos no Domingo, o 3º do Advento, fora dos muros do Colégio, em mais um fim de tarde com Cristo.
Ao contrário do que estava anunciado, desta vez vai ser na Capela de Fradelos (Rua Guedes Azevedo, junto ao Silo-Auto) e vamos esforçar-nos por começar às 17 em ponto.

Oração

Durante a última semana, reencontrámo-nos num recanto do auditório, numa espécie de “gruta pós-moderna”, em que o silêncio e a recolhida luminosidade das velas nos possibilitaram a oração, um olhar sobre Maria, uma perspectiva do Advento e uma prospectiva do que seremos quando reconhecermos o carácter essencial e estruturante daquilo que é invisível aos olhos.



Ontem celebrámos a vigília da Imaculada Conceição, na Capela do CLF, num ambiente informal e despretensioso. Apareceram alunos e ex-alunos, alguns professores, a Irmã Aurora e a Irmã Conceição. Foi um momento muito bonito de reencontro, mesa-comum e Cristo connosco.